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Aridez e leveza no romance “A Cabeça do Santo” de Socorro Acioli

março 6, 2016

A mãe morre e Samuel parte cheio de ódio e motivado por vingança contra o pai que os deixara há anos. O destino é Candeias, Ceará, uma cidade condenada pelo abandono político e por falhas na construção de uma estátua, que tem a cabeça próxima aos pés, ao invés de sobre o pescoço, de Santo Antônio. É lá que Samuel se abriga e percebe que tem a capacidade de ouvir as vozes das mocinhas e senhoras que estão procurando um companheiro.

Combinando ingredientes da política local e da fé do interior nordestino brasileiro, Socorro Acioli traz profundidade e leveza em “A Cabeça do Santo”. O prefeito mal visita a cidade e se incomoda quando o local começa a ganhar notoriedade. A religião mobiliza as pessoas e se torna um negócio lucrativo para Samuel e parceiros, que logo depois se tornarão amigos sinceros.

Mesmo apresentando a secura e a rigidez de ambiente e personagens, a narrativa traz também esperança e humor, colocando as misérias da vida lado a lado com positividade, perdão, confiança e amor. Na estrutura do texto, Acioli usa uma linguagem simples e direta parecida com a de o roteiro de um filme. Lê-se imaginando as cenas. As personagens são muitas vezes descritas por ações e por suas falas, e não por descrições longas de perfis psicológicos. Uma leitura rápida e divertida. Cabeça de santo ok0001

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From → Meditações

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