Skip to content

Primalizada

fevereiro 20, 2015

Algo morreu. Deixou de existir. Como toda morte há um sentimento de perda. Vou me desapegando do passado. Não que haja uma alegria satisfeita com esse fato. Ocorre uma melancolia em forma de surpresa. Uma não-identidade que aflige. Se não fui o que passou, o que sou? A entrada no incogniscível me aflige, como se me deixasse solta e eu não pudesse segurar em nada. Onde estava o porto seguro do eu que no momento saiu das vistas? Uma linha suspensa no ar levanta muita poeira que se transforma. Esse estado de mutação, de dizer adeus quebra minha vontade de saber o que é. Nada é. Tudo esteve. E a única realidade é muito difícil de aceitar. Resta vivê-la como o ovo que virou passarinho e voa de árvore em árvore até se assentar para fazer seu próprio lar.

Anúncios

From → Diário

Deixe um comentário

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: